vivemos em um mundo que está em guerra, uma guerra interminável contra o Presente
de um lado, aqueles que cultuam o passado, os defensores d’A Palavra
A Palavra veio de um passado remoto e está em muitos livros, com muitos nomes e contém muitas verdades: todas conflitantes entre si
os defensores d’A Palavra afirmam que quando todos concordarem com A Palavra, tudo estará bem
de outro lado, a crença no futuro: os defensores d’A Matéria
é ela, A Matéria e sua acumulação que trarão a paz,
não para o mundo (ele que se foda), mas pra mim!
e quanto mais melhor, não existe limite!
ah é, tem os parentes, a família. mas estes são vistos como uma extensão de si mesmos, então dá no mesmo
uns olhando pro passado, outros pensando só no futuro, e no meio desta guerra, abandonado, e encolhido fica o Presente, coitado.
este post pretensioso e até contraditório é em memória do 11 de setembro, momento traumático (ou redentor) do choque entre essas duas concepções de mundo
amanhã este blog retorna com sua leveza e poesia habituais…